Projeto de adequação ou Encarregado em rotina
São duas contratações diferentes, e a confusão entre elas é a causa mais comum de programa de privacidade que envelhece na gaveta. Uma monta a estrutura. A outra mantém a estrutura operando.
O projeto entrega a base: inventário, bases legais, políticas e plano de ação. A rotina mantém a base viva: decisão registrada, titular atendido, incidente conduzido e evidência acumulada. Quem tem prazo e nenhuma base começa pelo projeto. Quem tem base parada precisa da rotina.
| Critério | Projeto de adequação | Encarregado em rotina |
|---|---|---|
| Objetivo | Levantar a operação real, definir bases legais, produzir documentação e deixar um plano de ação priorizado. | Operar a função de Encarregado, decidir os casos que aparecem e deixar evidência de cada decisão. |
| Duração | Início e fim definidos, tipicamente alguns meses conforme o porte e o número de processos. | Contínua, em ciclo mensal, enquanto a organização tratar dados. |
| Entregável | Inventário, registro de operações, avaliações de risco, políticas, avisos e o plano de ação. | Pauta e ata de cada ciclo, pareceres, respostas a titular, condução de incidente e relatório periódico. |
| No mês seguinte | A organização executa o plano com os próprios recursos. Sem alguém responsável, o plano tende a parar na primeira semana cheia. | O ciclo recomeça. O que ficou pendente volta à pauta com responsável e prazo. |
| Em fiscalização | Mostra que houve diagnóstico e planejamento. | Mostra execução ao longo do tempo, que é o que a ANPD pede para reconhecer diligência. |
| Custo | Investimento concentrado no período do projeto. | Mensalidade dimensionada pelo porte e pela complexidade. |
O projeto basta quando
- Não existe inventário nem base legal mapeada, e é preciso construir o alicerce.
- Há uma exigência pontual de contrato, licitação ou due diligence com data.
- A organização tem equipe interna capaz de executar o plano depois da entrega.
- O tratamento é estável e de baixa variação ao longo do ano.
A rotina é necessária quando
- Existe fiscalização em curso, incidente recente ou titular ativo pedindo direitos.
- A operação muda com frequência: produto novo, fornecedor novo, IA em produção.
- A documentação existe e está desatualizada, o que é pior do que não existir.
- A organização precisa demonstrar execução, e não intenção.
O que os decisores mais perguntam.
Depende do ponto de partida. Sem inventário e sem base legal mapeada, a rotina não tem sobre o que operar, então o projeto vem primeiro. Com a base já montada, o Encarregado entra direto sobre a estrutura existente.
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Depende do ponto de partida. Sem inventário e sem base legal mapeada, a rotina não tem sobre o que operar, então o projeto vem primeiro. Com a base já montada, o Encarregado entra direto sobre a estrutura existente.
Conte o contexto e devolvemos o escopo.
Se ainda estiver em dúvida entre os dois caminhos, descreva a operação em poucas linhas. A resposta sai em até um dia útil, e quando o caso não for para a Allmo, dizemos isso.
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